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31/03/2017

Antijogo com Antijogo se Paga

31/03/2017 + 2 Comentários API

NO FC PORTO DEVEM PENSAR QUE NASCEMOS ONTEM. O CLUBE PERITO - ANOS 80 e 90 - NO ANTIJOGO A QUERER DAR LIÇÕES DE MORAL COMO QUE A QUERER FAZER DOS BENFIQUISTAS PARVOS! UM CLUBE QUE ATÉ CALADO NEM DEVIA FALAR DE ÁRBITROS!

O actual director de comunicação portista, ex-editor de desporto da Agência Lusa (este país está sempre bem entregue!) Francisco J. Marques teve o descaramento de fazer a afirmação que não há memória no passado existir um jogo com tanto antijogo como o Vitória FC Setúbal fez frente ao FC Porto. Realmente tanto não há porque os portistas faziam muitíssimo pior nos jogos em que necessitavam de o fazer em "casa do Glorioso"!



É só recuar aos jogos do FCP na “Saudosa Catedral”
Entre meados da década de 80 e a primeira metade dos Anos 90, quando convinha ao FC Porto o empate, nesses jogos - geralmente nas segundas partes se a primeira corria bem (mantinham o empate a zero) praticamente não havia jogo! Podia dar vários exemplos, de seis ou sete encontros, com “tempo útil” de jogo inferior ao da passada jornada no FCP frente ao Vitória FC. Mas seria palavra-contra-palavra! Por isso escolho um. Em Portugal nunca tinha havido nada assim e nunca mais houve! Até o jornal “Expresso” - através de João Querido Manha, num jornal sempre politicamente correcto (ainda mais do que “A Bola”) - se meteu nesse jogo tão absurdo ao ter conseguido ser um…não-jogo!

(clicar em cima da imagem para obter melhor visualização)


Enquadramento do jogo (1992/93)
No jogo da primeira volta, na 11.ª jornada, o Benfica já teve razões de queixa do árbitro Veiga Trigo (o FC Porto venceu por 1-0 com um golo de grande penalidade). Pela 17.ª jornada (final da primeira volta) o FCP tinha quatro pontos de vantagem - as vitórias correspondiam a dois pontos - mas o "Glorioso" apostava tudo em recuperar o título perdido em 1991/92. Para a segunda volta a surpresa chamou-se Futre, contratado ao Clube Atlético de Madrid, estreando-se na 21.ª jornada (FC Famalicão). O "Glorioso" tinha encontro marcado com o FCP para a 28.ª jornada em 34! Na 26.ª jornada o Benfica passa a depender apenas dos seus resultados pois reduz de três para um ponto o atraso: FCP com 41 pontos e SLB com 40 pontos. Faltavam dois jogos para o jogo do título! Na 27.ª jornada o FC Porto joga tudo, controlando os árbitros: Carlos Calheiros no FCP com o SCP e Fortunato Azevedo no estádio do Bessa. 




Quando Carlos Calheiros passou a José Amorim. Anos 80 e 90. O tempo da cambada! Era com cada corja de imbecis! Muitos já "eram"!
O FCP empata sem golos e o SLB - mesmo com Hélder expulso e depois o guarda-redes Neno, aos 72 minutos (Paulo Sousa foi para a baliza) - consegue uma vitória épica, por 3-2. Antes do "Clássico de Portugal" os dois clubes encontram-se iguais em pontos, com 42. Estava-se mesmo a ver. Veiga Trigo volta a ser nomeado para permitir o antijogo portista, num encontro que o "Glorioso" tinha de vencer para não ficar em desvantagem no confronto directo, depois da derrota na primeira volta. Mas nas jornadas seguintes, o Benfica até passa a liderar devido ao empate do FCP com o Boavista FC (29.ª jornada). Soa o alarme a cinco rondas do final e é escolhido para arbitrar em Aveiro, na 31.ª ronda, o homem de confiança...Carlos Calheiros ou José Amorim! O Benfica perde o jogo com dois futebolistas expulsos: Pacheco e Yúran. Pouco tempo depois percebeu-se. O título tinha permitido ao senhor Carlos Calheiros utilizando os nomes intermédios José Amorim gozar (e bem) férias no Brasil com factura paga pelos portistas. Eis o verdadeiro FCP de Pinto da Costa (clicar)No final da temporada deixaram-nos jogar e quem levou de tabela foi o Boavista FC (cinco-a-dois na final da Taça de Portugal).

«A Bola» como habitual desde os anos 80 sempre foi conivente com a mediocridade
Crónica alucinada de Joaquim Rita a dar cobertura à javardice. O FC Porto foi "disciplinado" e o árbitro não dando a devida compensação fez um "bom trabalho". Por isso que esta gente ainda na actualidade (por terem suportado à aldrabice) me metem nojo! Viro-lhes a cara! Ou mudo de canal televisivo porque se passeiam como se nada tivesse acontecido. Sete cartões amarelos, duas substituições, lançamentos laterais a deixar cair a bola para outro apanhar e lançar, pontapés de baliza de Vítor Baía ao "ralenti", o médico do FCP dez minutos em campo. Descontos....ZERO! Três minutos em mais de vinte de paragens é como se fosse ZERO!





Nem 25 minutos houve em 45 minutos na segunda parte
Estamos a recordar um jogo em 1992/93 no tempo em que eu próprio já fazia os registos dos encontros do “Glorioso” de cronómetro numa mão e uma folha onde registava as incidências estatísticas, incluindo a posse de bola, pois o cronómetro permitia cronometrar a posse de bola de uma equipa e depois da outra, visto ter dois cronómetros pois também permite a um “árbitro” controlar um jogo de xadrez. Não sei onde pára o papel desse jogo mas recordo de na segunda parte não se jogar mais que 22 a 24 minutos em 45! Nunca tinha visto um jogo assim. E não voltei a ver outro igual! Nem acredito que seja possível alguma vez, em qualquer país do Mundo, haver algo que se assemelhe!


Cuidado com o próximo «Clássico de Portugal»
O FC Porto (embora pareça inverosímil) – pensando que o “Glorioso” vai perder frente ao Sporting CP que o empate no sábado pode saber-lhes a vitória - é bem capaz de chegar à “Catedral” e fazer antijogo que para o FCP nunca é antijogo é sempre ser “esperto”! Para eles, antijogo como nunca se viu, faz o Vitória FC Setúbal. Estou com uma ansiedade tremenda em perceber o que querem eles do próximo jogo. Vencer para liderar com dois pontos de vantagem ou empatar e esperar pelo “Dérbi de Lisboa”?

O Porto Canal que peça à RTP o jogo
Embora seja perita em apagar “jogos inconvenientes” pode ser que a RTP tenha em arquivo este “não-jogo” disputado em 17 de Abril de 1993. O Porto Canal que transmita o jogo para os portistas perceberem como jogava, em antijogo, na “Saudosa Catedral” o seu clube. E Francisco J. Marques “recordar para viver” ou deixar de comer tanto queijo que, ao que se diz, enfraquece a memória. Para deixar de inventar o passado. Muito do que passou ficou registado!

Atenção Benfica

Alberto Miguéns

NOTA1: Agradecimento a Mário Pais que conseguiu encomendar rapidamente as digitalizações das páginas dos jornais que lhe solicitei: «Expresso» e «A Bola».

NOTA2: Quanto mais se mexe no Futeluso mais nojo tudo isto causa e tudo se assemelha com o pior da camorra!

2 comentários
comentários
  1. Quem viveu esses anos nunca esquece. Nada pode apagar aqueles anos pintados de azul-nojo. Dentro e fora de campo tudo fizeram e tudo parecia impune. Que paguem e continuem a pagar (para não dizer de outra forma).

    Viva o Sport Lisboa e Benfica!

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  2. Veiga Trigo, que saudades... NOT!

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